Eles se deram oi em um dia qualquer, ela usava pijama e pantufas, ele estava arrumado à altura de uma festa da idade, calça jeans descolada e o tênis na marca da moda. Ela levou sua amiga até a porta, logo após indagar se o rapaz que vinha acompanhar o amigo delas era bonito, a amiga disse que não, ela estava certa. Ele realmente não pareceu nada atraente naquela noite, embora tivese um sorriso bonito e fosse extremamente simpático, faz parte. Ela foi cordial, abriu a porta e os recebeu com um singelo oi, analisando tudo que poderia ser analisado visualmente, então despediram-se, a apresentação havia sido feita. Ela entrou e dormiu, ele seguiu para a madrugada dele. Ela nunca mais pensou nele, acredita que ele também não tenha pensado nela e os dias seguiram iguais até o mês de setembro, para ser um pouco mais precisa, uma noite fria de setembro em que programação alguma parecia brotar na cabeça daquelas duas amigas, sozinhas em casa, numa noite de sexta provavelmente - há memórias demais sobre esse rapaz que me tomam o espaço para datas específicas. Foi então que um gênio da lâmpada (queimada, diga-se de passagem) realizou o pedido delas. O telefone tocou e foram convidadas a assistir um filme no prédio ao lado, na casa dos meninos universitários que moravam sozinhos! Aquele não era o mundo delas, ainda. Mal sabiam que passaria a ser, naquela noite. Uma delas era a menina do momento para um deles, a outra era a acompanhante da amiga, disponível naquela noite. Dessa vez ela não usava pijama, preocupou-se discretamente em estar um pouco mais apresentável. Então, atravessaram a rua e subiram no elevador, primeiro dilema: Quem aperta a campainha? O medo que a campainha da casa de meninos causa é quase proporcional ao terror medíocre por mariposas, o qual eu possuo. Enfim, tocamos. Fui novamente apresentada ao rapaz da noite do pijama, curiosamente dessa vez ele pareceu-me mais interessante, um tanto bobo, admito, mas interessante. A partir de então, a menina do pijama não passa mais um dia sem que ele seja o seu primeiro e último pensamento. Afinal, a noite começou. Filmes, bebidas, músicas, conversas e um belo par de castiçais na minha mão, tudo que a vida universitária pode proporcionar de melhor. Foi o dia em que conheci a sacada, mas não com ele, o tal Sr. Complicação que já foi mencionado por aqui, sim é ele mesmo, o meu primeiro contato com a sacada, a qual abrigava uma máquina de lavar e ventava mais do que em qualquer deserto, foi como figurante. Como eu nunca gostei desse papel, voltei ao filme que todos haviam desistido de acompanhar, "3 vezes amor", um tanto quanto sugestivo, agora eu sei disso. Mais do que de repente, a sala estava cheia e ele se deitou aos meus pés (e isso não está no sentido figurado), ele realmente deitou aos meus pés e como se não bastasse estar somente ali, ele ainda os aqueceu. Que fique bem claro, se tu não tens a intenção de cativar uma menina boba em plena madrugada fria de sexta, não esquente os pés dela. Sem nem perceber, lá estava eu, junto com ele, mas não mais aos meus próprios pés e sim, com os nossos pés juntos, nossos corpos juntos e num piscar de olhos, já era de manhã. Ela nunca havia feito uma dessas, ele tinha sido praticamente a sua primeira aventura fora de casa, a noite toda, mas afinal, ela estava ao lado de casa, isso nem foi um grande erro, aaah foi sim.
Os dias passaram, as noite seguiram menos frias e o tal prédio, o tal rapaz e aqueles dois casais de amigos pareciam ser o melhor que poderia estar acontecendo para elas, embora nenhuma admitisse. O que aconteceu com o Sr. Complicação e com a Sra. Pijama? Ainda está acontecendo! Este inverno foi bem mais frio do que o passado, mas o que não pode mudar para o próximo, não é mesmo? Destino aqui beijos e mais beijos para o meu Sr. Complicação, que eles cheguem junto com o vento forte que faz hoje e entrem pela sacada (de tantos beijos), percorram a cozinha (da lazanha congelada), a sala (dos mates pela manhã) e entrem na porta do quarto do meio (essa parte da casa tem histórias demais para mencionar), no qual ele deve estar dormindo agora. Qualquer dia desses eu mesma faço o trajeto. Boa noite meu melhor bem.
Os dias passaram, as noite seguiram menos frias e o tal prédio, o tal rapaz e aqueles dois casais de amigos pareciam ser o melhor que poderia estar acontecendo para elas, embora nenhuma admitisse. O que aconteceu com o Sr. Complicação e com a Sra. Pijama? Ainda está acontecendo! Este inverno foi bem mais frio do que o passado, mas o que não pode mudar para o próximo, não é mesmo? Destino aqui beijos e mais beijos para o meu Sr. Complicação, que eles cheguem junto com o vento forte que faz hoje e entrem pela sacada (de tantos beijos), percorram a cozinha (da lazanha congelada), a sala (dos mates pela manhã) e entrem na porta do quarto do meio (essa parte da casa tem histórias demais para mencionar), no qual ele deve estar dormindo agora. Qualquer dia desses eu mesma faço o trajeto. Boa noite meu melhor bem.

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